Continuamos a fomentar a apresentação de autores e livros no nosso espaço e
na nossa cidade. Alimentamos também a esperança de um dia podermos passear e ir
às compras a uma livraria em Beja, mas se é pelo sonho que vamos, como dizia o
outro, sabemos que isso é coisa para levar mais tempo e por enquanto
continuamos a trazer autores e livros....
Assim, depois da sua passagem pela Feira do Livro de Lisboa no dia 29, onde
regressará dia 12 para nova sessão; depois de mais uma intervenção no curso de
escrita criativa no El Corte Inglês de Lisboa no dia 2 vamos ter n’Os infantes, Carlos
Ademar para conversar connosco sobre a sua obra, mais especificamente
sobre o seu mais recente livro O Bairro.
Manuel Sousa, agente da PSP, é assassinado num bairro às portas de Lisboa.
A Polícia Judiciária está a começar a investigação quando é surpreendida pela
notícia da morte de mais dois agentes. Quase ao mesmo tempo, um traficante de
droga é deixado sem vida no Serviço de Urgências de um hospital. O que têm em
comum estes factos? O bairro. (...)
O Bairro, baseado numa história verídica, é o retrato intenso de um mundo
onde o crime e a honestidade convivem diariamente, onde prolifera o sentimento
de abandono a que foi votado quem ali cresceu, para onde foi viver quem não
tinha alternativa e onde é real a coragem de suportar o estigma de um nome.
(...)
Carlos Ademar é licenciado em História e exerce funções de
investigador criminal na Polícia Judiciária desde 1987. Em 1988 foi colocado na
Secção de Homicídios da Directoria de Lisboa onde permaneceu até 2005. Para
além dos múltiplos casos anónimos em que trabalhou ao longo dos anos, prestou
colaboração em muitos outros que, pela sua repercussão, chegaram aos meios de
comunicação social com maior ou menor impacto. São exemplos:
- o caso dos
"Skins Heads" em 1988;
- o caso do "Estripador" em 1992/93;
- o
caso do Estádio Nacional (Very Light), em 1996;
- o caso da “G.N.R. de Sacavém”,
em 1996;
- o caso da discoteca “Passerelle” em 1999;
- o caso do agente da PSP
morto na Cova da Moura em 2005.
Desde 2006 exerce funções na Escola da Polícia Judiciária como formador na
área das metodologias e dos crimes violentos contra as pessoas. Além da formação
ministrada aos efectivos da Polícia Judiciária, tem prestado colaboração a
outros organismos como sejam a GNR, PJM, Polícia Marítima e Centro de Estudos
Judiciários. Tem ainda colaborado no apoio à formação em vários países de
expressão portuguesa, designadamente Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e
Timor.
Participa habitualmente em cursos de escrita criativa como autor convidado
Entre 2005 e 2012, com a chancela da Oficina do Livro, publicou os
seguintes romances:
- O Caso da Rua Direita;
- O Homem da Carbonária;
- Estranha Forma de Vida;
- Memórias de um Assassino Romântico;
- Primavera Adiada;
- O Bairro
Juntem-se a nós numa conversa informal sobre os livros, as palavras, a escrita,
a investigação criminal e o mais que queiramos, a noite é nossa.
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